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RÁDIO MAROCA

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

ANTÔNIO MARTNS RN




Nota de falecimento do fotógrafo Antônio Medeiros Dutra

É com muito pesar que informamos sobre o falecimento na madrugada deste domingo, 17, o renomado fotógrafo em Pau dos Ferros/RN, Antônio Medeiros Dutra,  acometido de doença na pele.

Toinho Dutra’, como era popularmente conhecido, dedicou 44 anos de sua vida registrando – com seu flash’s mágicos – a história de Pau dos Ferros e da região. 
O corpo está sendo velado na sua residência, localizada na rua Hipólito Cassiano, 273, de onde sairá para sepultamento, às 16h, no Cemitério Público São Manoel.

Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que lhe ilumine e lhe dê paz, e que Deus dê conforto à sua família para que possam enfrentar esta imensurável dor com serenidade.






PRECIPITAÇÃO
  A precipitação é um processo em que as partículas de água entram em contato com outras partículas (grãos de poeira, poluição) na atmosfera, formando as nuvens. Essas partículas aglutinam-se até certa medida. A partir do momento em que fica impossível a continuidade de sua suspensão na atmosfera, sob a ação da gravidade, ocorre a precipitação.
  A precipitação ocorre sobre a superfície do planeta tanto nos continentes como nos oceanos. Dentre as diversas formas, a chuva é a mais usual forma de precipitação. Normalmente, a quantidade de chuva precipitada em uma área pode ser medida pelo pluviômetro. O pluviômetro é um instrumento que mede a chuva em termos de intensidade (volume de água), duração (tempo) e frequência (quantas vezes ela ocorre).
Chuva em Carnaúba dos Dantas - RN
  As chuvas não são iguais, isso porque podem ter diversas origens e características distintas. Podem ser classificadas em:
CHUVAS OROGRÁFICAS
  A chuva orográfica, ou chuva de relevo, ocorre quando uma massa de ar carregada de umidade sobe ao encontrar uma elevação do relevo, como uma montanha. O ar mais quente (mais leve e, geralmente, mais úmido) é empurrado para cima, onde se agrupa e provoca a precipitação. No lado do barlamento (onde o ar se condensa em chuva) há uma precipitação bem elevada; no lado oposto da montanha (sotavento), o ar úmido chega sem força, fazendo com que desse lado as precipitações sejam mínimas.
Esquema de chuva orográfica
CHUVAS CONVECTIVAS
  A chuva de convecção ou convectiva desenvolve quando a temperatura está elevada e há uma grande evaporação. O vento vertical leva o vapor para as altitudes, ocasionando o resfriamento, produzindo a precipitação ou chuva. Esse tipo de chuva é conhecido como torrenciais e têm características de serem rápidas e abundantes. São muito comuns no verão em várias regiões do Brasil, ocorrendo principalmente no final da tarde.
Esquema de uma chuva de convecção
CHUVAS FRONTAIS
  As chuvas frontais ocorrem quando há o encontro de uma massa de ar fria com uma massa de ar quente. Neste choque, a massa de ar fria e seca, que é mais densa, impulsiona para cima a massa de ar quente e úmida. Ao ganhar altitude, a umidade da massa de ar quente se condensa, formando a chuva. Essas chuvas são, geralmente, de intensidade média e de duração superior às chuvas de convecção, sendo bastante comuns nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Esquema de uma chuva frontal
  As nuvens que dão origem às precipitações são do tipo estratos e cúmulus. As precipitações acontecem no momento em que o vapor de água que se encontra nas nuvens se congela em razão da altitude. A partir dessa condensação, desloca-se em direção à superfície terrestre em estado líquido ou sólido.
Nuvens cúmulus-nimbos
  Além da forma líquida, conhecida como chuva, temos outras formas de precipitação:
NEBLINA
  A neblina, névoa ou bruma é uma nuvem em contato ou próxima do solo. É formada quando há a condensação da água evaporada, causada pelo resfriamento do ar quente e úmido quando entra em contato com um solo frio ou pela superfície líquida. O ar quente perde calor para o solo frio ou para a água e se esfria, fazendo com que o vapor de água se condense. Ao contrário da fumaça, a neblina não é tóxica.
  Em regiões muito úmidas e frias, quando a água evaporada choca-se com o frio, pode condensar-se e formar pequenas gotículas. Geralmente, a neblina deixa a umidade ao redor de 100% devido às gotículas das nuvens, que condensam.
Neblina na região do Douro - Portugal
NEVOEIRO
  Nevoeiro é um aglomerado de gotículas de água em suspensão na atmosfera, com a aparência de uma nuvem, também conhecida como névoa úmida, neblina ou cerração. É uma nuvem estratos cuja base está no solo ou perto dele e reduz a visibilidade a menos de 1 quilômetro (com visibilidade superior a 1 quilômetro, ocorre uma neblina ou névoa). Pode ter origem no calor emitido durante a noite, em ar úmido que se move na horizontal, e é arrefecido por baixo ou aparece entre o ar quente e o ar frio durante uma frente.
  Os nevoeiros diferenciam-se das nuvens porque ocorrem junto à superfície. A névoa seca (também conhecida por bruma seca ou nevoeiro fotoquímico) é formada quando há a condensação de vapor d'água. É conhecido também como smog (smoke + fog).
Nevoeiro no Paraná
  O smog é um estrato misturado com poluição, que lhe dá um tom amarelado. Forma-se quando se dá uma inversão térmica na troposfera, em que a temperatura aumenta com a altitude, em vez de diminuir. Isso faz com que as correntes de convecção parem porque a atmosfera, nessas condições, fica estável e o ar, mais frio e poluído, não se pode elevar, ficando preso perto da superfície. É muito comum a ocorrência desse fenômeno nas grandes cidades e metrópoles, sobretudo nos dias frios de inverno, quando ocorrem associados à presença de uma inversão térmica.
Smog em Londres
GRANIZO
  O granizo é uma precipitação na forma sólida de gotas de água que, enfrentando baixas temperaturas em altitude, sofrem congelamento. Corresponde a pedras de gelo e tem origem no alto das nuvens do tipo cúmulos, lugar onde a temperatura é muito reduzida.
  É a forma de precipitação que consiste na queda de pedaços irregulares de gelo, comumente chamados de pedras de granizo. Essas pedras, na Terra, são compostas por água no estado sólido e medem entre 5 e 200 milímetros de diâmetro, sendo as pedras maiores provenientes de tempestades mais severas. A queda de glóbulos ou pedaços de gelo que têm entre 5 e 50 milímetros ou mais de diâmetro é denominada saraiva, sendo que este termo também é utilizado por muitos institutos meteorológicos para se referir a qualquer tempestade com queda de gelo.
Queda de granizo em Marimbondo - AL
NEVE
  A neve é a precipitação sólida formada pela cristalização do vapor d'água, por causa de uma diminuição muito rápida de temperatura. Normalmente, a precipitação ocorre na forma de flocos de neve. Esse tipo de precipitação ocorre através da baixa temperatura das nuvens (0ºC) e promove o congelamento do vapor de água, produzindo pequenos cristais de gelo. A queda de neve ocorre com maior frequência em regiões de climas temperado e polar.
  Cada floco de neve é composto por água congelada em uma forma cristalina que, devido à sua grande capacidade de refletir a luz, adquire aparência translúcida e coloração branca.
  A forma e a disposição do cristal de gelo depende das condições de temperatura e pressão no momento da sua formação. Se o cristal viaja rapidamente através da nuvem, o que ocorre dentro das nuvens de tempestades, diferentes condições de formação e de agregação são encontradas, resultando na formação de cristais complexos, deformados e amorfos, mais semelhantes a pequenas bolotas de granizo do que com neve propriamente dita.
Neve em Cambridge - Canadá
ORVALHO
  O orvalho, sereno ou rocio, é considerado uma forma de "precipitação oculta", porque ocorre apenas a deposição de gotas d'água por condensação direta do vapor d'água na superfície em razão da queda de temperatura durante a noite. É um fenômeno vinculado à capacidade do ar de incorporar e reter vapor de água.
  Uma das formas de produção do orvalho relaciona-se ao esfriamento noturno do solo e da camada de ar adjacente devido a perdas de energia por emissão de radiação infravermelha. A formação do orvalho é muito comum nas noites de tempo tranquilo e calmo, quando a temperatura baixa do solo afeta o ar, fazendo o vapor atingir o ponto de saturação.
Serra da Raiz - PB
GEADA
  A geada é a formação de cristais de gelo, em camadas extremamente finas, causada por deposição direta da condensação do vapor d'água na superfície, quando a temperatura da superfície é igual ou inferior a 0°C.
  A principal causa da formação da geada é a advecção de massa de ar polar. É produzida quando a superfície terrestre perde muita energia para o espaço devido à ausência de nuvens; devido a isso a camada da atmosfera que está em contato com a superfície e possui alguma umidade, condensa sobre o solo com gradual arrefecimento ou diminuição da temperatura, congelando quando a temperatura desce abaixo dos 0°C.
  Existe a geada branca e a geada negra. A geada branca é um depósito de gelo de aparência cristalina, geralmente com forma de escamas, agulhas, penas ou leques. Este fenômeno ocorre em noites muito frias, com temperatura na relva inferior a 0ºC e temperatura do ar inferior a 5ºC, com céu limpo e umidade relativa do ar elevada, de 100% (com a temperatura ambiente atingindo o ponto de orvalho), formado diretamente por sublimação do vapor d'água.
Geada branca, em Gramado - RS
  A geada negra não é, em sentido estrito, uma geada (resultante do congelamento do orvalho ou da umidade do ar), mas sim de uma condição atmosférica que provoca o congelamento da parte interna da planta; devido ao frio intenso, a planta fica escura, queimada e morre. As condições para a formação deste fenômeno ocorre quando o ar é extremamente frio e também extremamente seco, e o vento tem uma intensidade moderada a forte.
Geada negra na região serrana de Santa Catarina
SINCELO
  O sincelo é um fenômeno meteorológico que acontece em situações de nevoeiro aliado a uma temperatura de -2ºC a -8°C e resulta do congelamento das gotas de água em suspensão quando estas entram em contato com a superfície. Quando sob um nevoeiro muito denso, pode produzir o mesmo efeito que uma nevada e ocorrer a precipitação de cristais de gelo em pleno nevoeiro, sem haver nuvens no céu.
  No Brasil, a ocorrência do sincelo é rara (dois a três dias em média, anualmente), sendo observado no estado de Santa Catarina e, raramente, no estado do Paraná, principalmente em áreas serranas dos municípios de Urupema, Urubici, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, São Joaquim, Rio Rufino, Painel, Bocaína do Sul e Alfredo Wagner. Escarcha é uma forma mais branda do sincelo, ocorrendo com uma neblina.
Sincelo em São Joaquim - SC
ESCARCHA
  A escarcha é uma capa de gelo cristalino que se forma sobre superfícies expostas às intempéries e que se resfriam o suficiente para provocar o congelamento do orvalho ou do vapor de água contido no ar.
  A escarcha se produz quando existe neblina num ar cuja temperatura seja maior que 0°C, quando o ponto do orvalho está abaixo do ponto de congelamento. Existe, então, em meio às névoas e às nuvens, pequenas gotas em estado de sobrefusão, quando normalmente deveriam estar já congeladas. Este estado anormal cessa quando as gotas entram em contato com alguma superfície sólida (o solo, as folhas das plantas, etc.), sobre a qual se congelam rapidamente em forma de cristais muito pequenos e brilhantes.
  Sincelo é uma forma mais severa da escarcha, que ocorre com a existência de um nevoeiro mais denso.
Escarcha
FONTE: Antunes, Celso Avelino
Geografia e participação: 6º ano / Celso Avelino Antunes, Maria do Carmo Pereira e Maria Inês Vieira. - 2. ed. - São Paulo: IBEP, 2012.

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